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Quais são os benefícios de ajudar os outros?

Ajudar os outros significa dar aos outros, mesmo que isso implique em prejuízo para si mesmo. Se a intenção de servir aos outros permanecer firme ao longo dos anos, mesmo que a outra pessoa nos cause problemas, se essa intenção não se alterar, ela trará frutos de grande valor.

Uma pessoa benevolente não enfrenta obstáculos

A Ciência oculta por trás de fazer o bem aos outros é que, se você usar sua mente, sua fala e seu corpo para ajudar os outros, então terá tudo. Quem dedica sua vida a qualquer tipo de ajuda não encontrará nenhum obstáculo na vida; por obstáculo entende-se que não surgirá nenhum tipo de sofrimento mental, sofrimento físico, nem problemas financeiros.

Param Pujya Dada Bhagwan diz: “Não faça absolutamente nada para si mesmo. Faça [tudo] apenas para os outros; assim, você não precisará fazer absolutamente nada para si mesmo.”

Todos obrigatoriamente ajudam a própria família, mas quando se ajuda os outros, isso traz resultados muito significativos. Uma pessoa que pratica Seva-Paropkar (serviço altruísta e benevolência) leva a cabo a tarefa que assumiu, independentemente das circunstâncias e condições favoráveis ou desfavoráveis. Ao fazer isso, as fraquezas da sua própria natureza vão desaparecendo.

Além disso, quando é usado em benefício dos outros, isso é creditado na conta da nossa própria Alma. Quando, sem esperar nada em troca, a gente faz algo que traz paz à Alma dos outros, a nossa própria Alma encontra paz.

Benevolência vincula karma de mérito

Na medida em que uma pessoa dedica sua vida aos outros, na mesma medida ela acumula karma de mérito e alcança uma forma de vida superior. Até que a libertação (moksha) seja alcançada, apenas o karma de mérito (punya) atua como amigo, enquanto o karma de demérito (paap) atua como inimigo.

Se queremos manter um inimigo ou um amigo, essa é uma decisão nossa. Quem deseja um inimigo, na forma de karma de demérito, terá uma opinião dessas: “Quem já viu a próxima vida? Aproveite o momento”, e praticará o karma errado, como não devolver o dinheiro de alguém, fugir depois de cometer algum erro, etc. Isso dá a sensação que, embora tenhamos aproveitado o momento entregando-nos a essas atividades, é vinculado karma de demérito, e as consequências disso apenas nós teremos de sofrer. Por outro lado, quem deseja um amigo na forma de karma de mérito, deve aprender com a árvore. Assim como nenhuma árvore come seus próprios frutos nem usa suas próprias flores, da mesma forma, o ser humano deve usar tudo o que possui para o bem dos outros.

Param Pujya Dada Bhagwan diz: “Quando você come uma manga, o que a mangueira perde? E o que você ganha? Você comeu uma manga, então se sentiu feliz e, por causa disso, a mudança que ocorre em suas tendências internas lhe rende um benefício espiritual no valor de cem rúpias. Agora, como você comeu a manga, cerca de cinco por cento do seu benefício irá para a mangueira, e noventa e cinco por cento ficam para você. Assim, elas ficam com 5% da sua parte e evoluem para uma forma de vida superior, e você não retrocede para uma forma de vida inferior, você também progride. Por isso, as árvores dizem: ‘Aproveite tudo o que é meu, aproveite todos os tipos de frutas e flores.”

Uma maneira simples de acumular karma meritório na vida é servir aos outros. Não precisamos começar fazendo muito: podemos começar dedicando 5% do que temos aos outros. Vamos doar 5% de nossos rendimentos para instituições de caridade genuínas, ou alimentar os pobres, educar crianças e fazer doações para escolas ou hospitais. Assim como uma semente plantada no campo produz mil grãos, da mesma forma, quando praticamos boas ações, recebemos em troca um karma meritório multiplicado.

Se dermos tudo o que temos para ajudar os outros, a vida continuará se tornando pura e simples por si só.

Ao ajudar os outros acabamos beneficiando a nós mesmos

Ao servir aos outros, no fim das contas, nós mesmos somos beneficiados — se essa percepção se desenvolver, ajudar os outros se tornará muito fácil. O Gnani Purush Param Pujya Dada Bhagwan diz: “Ofereça seus ‘frutos’ em benefício dos outros. Você continuará a receber seus ‘frutos’. Quaisquer que sejam os ‘frutos’ que se manifestem em você, sejam eles relacionados ao corpo, à mente ou à fala, se você os oferecer aos outros gratuitamente, continuará a receber tudo o que precisa. Para as necessidades da sua vida, você não terá que enfrentar nem a menor dificuldade. Mas quando consumir esses ‘frutos’ para si mesmo, você enfrentará dificuldades.”

Se esta vida humana que temos for dedicada a ajudar os outros, então nenhuma perda ou dificuldade de qualquer tipo nos atingirá. Todos os desejos daquele que dedica sua vida ao serviço dos outros serão realizados. Por outro lado, se vivermos nossa vida sem pensar nos outros, então, por mais que nos esforcemos, nem um único dos nossos desejos será realizado. Ao roubar o dinheiro das pessoas por meios ilícitos, por mais luxuosa que seja a vida de alguém, isso não permitirá que essa pessoa durma à noite; mas quem usa sua mente, sua fala e seu corpo para ajudar os outros, dormirá em paz.

Quem ajuda os outros mantém o ego em equilíbrio. Já no egocentrismo, o ego fica inflado. O intelecto se torna tão aguçado que a pessoa sabe como enganar o outro e tirar proveito dele. Esse ego, então, a transforma de um ser de duas pernas em um de quatro, levando essa pessoa para uma forma de vida inferior.

Param Pujya Dada Bhagwan diz que, quanto mais favorecemos alguém, mais ajudamos alguém, mais vivemos para alguém, mais nos beneficiamos. O fruto da caridade é o benefício material.

Quem dedica seu tempo e energia ao serviço ao próximo, ou à assistência social, recebe em troca uma vida tranquila. Qualquer ação realizada com boa intenção resulta em felicidade e paz. Portanto, ajudar os outros é sinônimo de felicidade.

Deus reside dentro de cada ser vivo. Deus diz: “Cuido daquele que cuida dos outros, e aquele que cuida apenas de si mesmo, deixo que ele mesmo se cuide.”

Param Pujya Dada Bhagwan diz: “Trabalhe pelo mundo; o seu próprio trabalho certamente continuará sendo feito. Quando você trabalha pelo mundo, então seu trabalho continuará sendo feito por si só, e é aí que você sentirá a maravilha!” Desde a infância, Ele viveu constantemente com a intenção: “Que dificuldade a outra pessoa tem, como essa dificuldade pode ser removida?” E é por isso que uma compaixão constante e incondicional se manifestou dentro Dele. Uma Ciência espiritual espetacular se manifestou Nele.

Neste mundo, um Guru vivo tem um significado imenso para a transformação do inauspicioso em auspicioso. Quando usamos nossa mente, nossa fala e nosso corpo com toda a humildade, a serviço do Guru, muitas de nossas fraquezas são eliminadas, e progredimos tanto no plano religioso quanto no espiritual. Além disso, se o Guru for um Atma-Gnani (Aquele que alcançou a Autorrealização e tem o poder de ajudar os outros a alcançá-la também), então, servi-Lo ajuda a quebrar nossas barreiras para alcançar a Autorrealização, facilitando a obtenção da libertação definitiva. Se o Guru for um Iluminado, então servi-Lo nos ajuda a ascender mais alto no caminho espiritual. Deve-se servir apenas ao verdadeiro Guru, aquele que está livre das impurezas da riqueza ou dos desejos sensuais.

Param Pujya Dada Bhagwan diz que, “Neste mundo, essas três pessoas fizeram muito por você. Você certamente não deve esquecer essa benevolência. Ou seja, a de seu pai, sua mãe e seu guru! A benevolência dessas três pessoas, que o colocaram no caminho certo, é tal que nunca poderá ser esquecida.”

O Gnani Purush Param Pujya Dadashri diz: “Se alguém servir a ‘mim’, a responsabilidade por essa pessoa recairá sobre ‘mim’ e ‘eu’ terei, definitivamente, que conduzi-la à libertação.”

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